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Montanha Russa

Hipo vai, hipo vem... Algumas trágicas e dramáticas a nível de novela mexicana... Outras engraçadas a nível de eu querer sentar e rir do humor que meu digníssimo amado exaltava. Então fomos passear em uma cachoeira aqui perto de onde eu moro. Chegamos lá, o bonitão resolveu que seriamos sequestrados pelos donos do restaurante que tinha no lugar. Gente! NO MEIO DO NADA !!!! Não tinha nem como sequestrar a gente, pq já estaríamos auto sequestrados naquele fim de mundo! Ali foi meio que a gota d'água acredito que pra ambos. Foi ai que comecei a pesquisar sobre monitoramento de glicemia contínuo e achei o @freestylelibre. Thierry  sempre muito resistente. Sempre batendo o pé e dizendo que não viraria um robocop da vida. Até que por uma obra de irmã mais velha buzinando na orelha dele, ele finalmente deu o braçco a torcer. Fizeram o pedido na abbot e 3 dias depois ele já estava com o aparelho.

Caindo na real

Percebi que esse relacionamento era um relacionamento pra vida toda. Dai pra frente fui buscar o maior número de informações possíveis sobre a doença mas ainda não era suficiente. O meu amorzíneo até então media a glicêmia com lancetas, algumas vezes ao dia. Ele é diabético há 20 anos e sempre controlou assim sem hipos praticamente! Tomava apenas a insulina rápida. Primeiro contato entre ele e as crianças. Vamos ao cinema? Claro vamos! Hipo! Chegamos ao cinema o bichinho começou a suar, a ficar esquisito. As crianças não entendiam nada. Eu também não. Comprei um guaraná e dei pra ele. Ele tomou. Entramos no cinema e ele dormiu e roncou no filme da Moana inteiro. Acho que as crianças ficaram de cara com o namorado da mamãe. Acabou o filme e ele acordou. Fiquei de mal (pq achei que fosse má vontade dele). Uma semana depois, depois de ler muito entendi que aquele episódio era realmente uma hipo. A partir dali. Fiquei esperta e muito bem humorada pra poder apoia-lo ...

A primeira Hipo a gente nunca esquece.

Ele era diabético, e eu era totalmente leiga. Achava que diabético tinha que só tomar insulina (HAHAHA). Estávamos juntos há apenas   5 dias. Fui passar a virada do ano na casa dele. Cervejas vão e vem... Bebi demais dormi no sofá. Quando acordei eu estava lá  deitada no colo dele e ele sem esboçar reação. Achei estranho, achei que fosse a bebedeira. Fiz de tudo pra acorda-lo e nada. Pensei: -acho que vou ter que acordar o sogrinho. Agora imaginem só a minha situação. Primeira vez na casa deles. Durmo lá sem ser convidada. Acordo e o ómi tá apagado. Tenho que acordar o sogrinho que mal conversei. Tá. Respirei fundo e chamei ele. Sogrinho chegou, olhou pra ele e correu pegar o refri. Demorou uns 20 minutos mas... THIZÃO VOLTOU! Voltei esse dia pra casa ciente de que não seria um dia a dia comum ao lado desse homem, o que só me fez querer ficar com ele ainda mais.

Me apaixonei por um diabético. E agora juvenal?

Conheço o Thierry há uns bons 15 anos. Nunca fomos próximos. Até o dia em que nos apaixonamos. Seria um amorzinho comum, sem grandes novidades se não fosse por esse detalhe, a diabetes. Quem nos conhece sabe, seria quase que insensato da parte da natureza não ter dado à ele algo pra  se lembrar ele de que ele é humano e não uma máquina. E seria quase uma insensatez do destino ter me mandado o amor da minha vida sempre 100% do tempo em equilíbrio.